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sábado, 28 de abril de 2012

Livro: Satíricon



Eu sempre digo que o mundo não muda nunca. As pessoas querem sempre, em suma, as mesmas coisas. Muda a embalagem, mas é sempre a mesma coisa. Os ingredientes principais são os mesmos. Se você acha que esse mundo não tem mais jeito, pensa que esse é o fim dos tempos e não sabe onde vamos parar, bem, leia um livro antigo. Não leia as datas. Leia o livro e depois veja quando ele foi escrito, ou a que época ele diz respeito. Você vai ter uma grande surpresa. 



Eu li Satiricon, escrito por Petrônio nos tempos de Nero. É claro, parece que estou lendo sobre os tempos atuais. Talvez eu já tenha lido muito, e é por isso que nada me surpreende no mundo (bem, algumas coisas ainda me surpreendem).

Eu não sabia bem como descrever o livro, por isso copiei e colei aqui a resenha de um blog especializado. Eu achei interessante e engraçado, mas eu leio qualquer coisa. Menos "Sabrina", "Júlia", Paulo Coelho e revista Caras. Bom, eu leio quase tudo. Pena que grande parte dos capítulos se perdeu no tempo.

Petrônio escreveu o Satíricon com o intuito de ridicularizar a corte do imperador Nero e a alta sociedade romana. Antes que o soberano do império o condenasse à morte ele suicida-se e de pulsos cortados desfruta seus últimos momentos conversando com os amigos sobre os prazeres que a vida proporciona. Desse modo, Petrônio seguiu a ética hedonista até sua derradeira gota de sangue, literalmente. Obra-Prima da Literatura Latina, Satíricon condiz perfeitamente com o estilo de vida adotado por seu autor. Diferentemente do Epicurismo, que prega a procura da felicidade pela prática moderada do prazer, a filosofia iniciada por Eudoxo de Cnido aconselha a busca incessante pelo prazer. A maioria dos personagens da obra são desprovidos de pudor, as práticas orgíacas, heterossexuais e homossexuais são narradas pelo protagonista Encólpio com total desprendimento moral, visto que a visão de mundo cristã que castraria o sexo como elemento essencial e fundamental do e para o ser humano ainda não ameaçava a mundividência pagã. Encólpio nos conta suas aventuras vividas em viagens pela Itália, bem como suas peripécias amorosas com outros dois jovens mancebos, Ascilto e Gitão.

Juntos, o trio de errantes passa por situações de perigo, episódios picantes e outros de muita comicidade, como é o caso do famoso banquete de Trimalquião, sujeito bonachão sempre a pronunciar trocadilhos de péssimo gosto. A cena é uma verdadeira sátira (daí o título do livro) às altas rodas da sociedade romana da época, além de ser um devotado culto dionisíaco. O Satíricon é considerado o primeiro romance realista da Literatura universal, lá estão características que antecipam em muito o que no século XIX comporia a estética realista: exploração social, hipocrisia, dentre outros. Para finalizar, lembremos as palavras do crítico Otto Maria Carpeaux ao explicar porque o romance de Petrônio é tão atual: “O ambiente (...) é o das nossas grandes capitais, da nossa alta sociedade (...). A obra de Petrônio é de estranha e alegre atualidade.”

Fonte: http://pt.shvoong.com/books/1711530-sat%C3%ADricon/#ixzz1tJBR2vDc


3 comentários:

Luciana. disse...

Nossa Patty, esse livro parece bom demais!
Bjos, Lú.

Luciana. disse...

Sabe Patty, gosto de ler coisas diferentes até para conhecer mais as coisas e tentar entender o ser humano que muitas vezes é tão difícil, mas acho que vc tem razão esse livro iria mais me chocar do que me agradar... acho que vc já me conhece um pouquinho... rs, rs, rs.
Bjos, Lú.

AnaCristina disse...

o que mudou é que a gente fica sabendo das coisas mais rapido.

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